Meu Deus, o que estou fazendo aqui?

MEU DEUS, O QUE ESTOU FAZENDO AQUI?

Eu já estava trabalhando como professora por mais de 10 anos. Lembro-me de que numa noite, enfiada num laboratório na mesma universidade em que eu havia me formado, me dei conta de que aquilo não fazia mais sentido algum para mim e me questionei: “O que eu estou fazendo aqui Deus”?  (Luciene Scherer)

 

Você se cansou do escritório e gostaria de trabalhar de maneira remota fazendo aquilo que nasceu para realizar?

Que tal ter flexibilidade, liberdade, uma receita maior e principalmente se sentir vivo com sua profissão? Sim, amigo leitor, é possível ter um bom salário e ainda amar o que faz.

Ao contrário do que muitos pensam obter esse “embutido de realizações” profissionais não é utopia, mas realidade, assim como diz a música. E para acabar de vez com esse “mi mi mi”, buscar a efetivação de uma profissão que traga prazer além de retorno financeiro não é papo de gente mimada coisa nenhuma.

No artigo anterior, eu contei um pouco sobre meu início como profissional liberal, e como me vi num buraco fundo, exercendo uma função que não fazia mais sentido algum para mim. Foi quando decidi que era hora de “parar tudo e descer”.

Eu não fazia parte da geração de pessoas que não suporta ordens, regras e limites, mas eu precisava ser a minha própria “chefe” e fazer aquilo que eu amava.

 

Se você ainda não leu o artigo 1 desta série, clique aqui e leia agora mesmo.

Meus olhos brilhavam quando eu me imaginava trabalhando por conta própria, nos meus termos e nas minhas condições. Sendo mulher em busca do empoderamento profissional, com duas filhas (para criar e educar), além disso, desejando ser uma empreendedora, me vi diante de um grande desafio.

Realmente era muito assustador caminhar no contra fluxo do sistema. Será que vou dar conta? Será que estou certa em minha decisão? Ou será que devo continuar me submetendo a um cargo que, embora me garanta uma falsa estabilidade, sequer supre totalmente as minhas despesas e nem me deixa feliz?

Matheus Souza, nômade digital que escreve e empreende disse: Lembre-se sempre: o caminho para se tornar um empreendedor bem-sucedido não começa no dia em que você se demite, mas no dia em que você decide que este é o estilo de vida certo para você.

E comigo não foi diferente. Após a minha demissão como professora, demorei um bom tempo estudando e refletindo a minha vida. Eu tinha sonhos, objetivos e muitas metas, mas isso levaria tempo e eu precisava manter a calma para não “meter os pés pelas mãos”.

Após identificar meu propósito de vida, aquela dinâmica que treinamos no artigo anterior, (creio que você também), eu precisava agora identificar algumas crenças como:

·        O porquê eu queria um novo modelo de vida para mim?

·        Para quem?

·        Como?

·        O que?

·        Onde e Quando?

 

Para quem eu devia me empenhar em buscar um novo padrão? Como eu faria isso? O que eu faria exatamente? Onde eu iria executar meus planos e quando afinal?

 

Depois de estudar as minhas respostas, eu precisava entender que não seria fácil. Ralei muito e não desisti. Muitos profissionais acabam desistindo no meio do caminho e retrocedem. Acabam voltando para o CLT e abandonam a ideia de seguir viagem para o empreendedorismo.

 

Se você já assistiu ao filme Náufrago, direção de Robert Zemeckis, pôde acompanhar a história do funcionário da FedEx que viaja a trabalho, quando seu avião cai em pleno Oceano Pacífico. Sobrevivente, Chuck, o protagonista, vai parar em uma ilha deserta, e quando as suas tentativas de socorro se esgotam ele mesmo tenta sair da ilha.

Após muitas tentativas frustradas, no final do filme, vemos que ele consegue sair da ilha, mas para isso ele precisou enfrentar ondas gigantescas, ultrapassando as dificuldades iniciais para depois chegar ao meio do oceano, em que havia maior calmaria e por fim o seu resgate.

No universo do empreendedorismo não é diferente. Se você quer sair dessa ilha de infelicidade, inércia e insatisfação profissional, você certamente precisará enfrentar ondas gigantes a primeiro momento, mas depois você encontrará a calmaria e o resgate daquela vida sem sentido que levava.

 

O primeiro negócio…

O tempo de atuar agora havia chegado para mim. Por fim, eu estava negociando a minha primeira consultoria e expondo meu currículo extraordinário para uma empresa super conceituada.

Eu estava certa de que minhas experiências somadas às minhas habilidades fariam aquela organização me contratar. Lembro-me que passei muito tempo tentando fechar negócios com esta organização, todavia sem sucesso.

O que havia acontecido? Eu era acima da média, tinha qualificações, preenchia todos os requisitos e os meus valores eram menores em comparação aos meus concorrentes, então por que aquela empresa não me contratava?

De tempos em tempos eu enviava novas propostas, eles gostavam muito, mas o fechamento que era bom, nada.

Foi quando então, após um ano de tentativas falidas, uma ex-colaboradora desta organização, acabou tornando-se minha amiga e me disse: “Eles não te contratam porque os seus valores são muito inferiores ao do mercado”!

E eu, por não buscar conhecer o mercado, achava que aquele valor (que por sinal era três vezes maior que o meu salário como professora) seria o suficiente. Foi como uma “tapa na minha cara”.

 

A ficha havia caído, eu era uma MEI e agora?

Eu precisava mudar meu hábito de me culpar na hora de cobrar o meu trabalho, e devia aprender a valorizar meus serviços. Foi assim que nasceu um novo modelo mental em mim, um Mindset promissor que acarretou em grandes fechamentos.

Nasceu também a necessidade de ensinar novos empreendedores a cobrar do jeito certo os serviços, um curso que ofereço para inúmeras pessoas.

Uma nova etapa havia iniciado em minha jornada, e agora tudo seria diferente, e foi.

Por que muitas pessoas não fecham negócios sendo que são qualificadas para executar? Por que muitos de nós sentimos culpa na hora de informar os valores? Por que abrimos mão e entregamos de bandeja além de pechinchar nossos serviços?

Isso explica o motivo de muitas empresas nos recusar.

No próximo artigo eu vou te contar como cobrar do jeito certo. Dicas que valorizarão os seus serviços e os conceitos das empresas referentes a você. Está imperdível!

Semana que vem, vamos iniciar dicas práticas de como “tocar o barco” agora que você é MEI. Não deixe de acompanhar. Agora está ficando bom o nosso papo.

 

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Além disso, se você deseja saber mais como se tornar um empreendedor individual de sucesso, entre em contato e agende a sua consultoria. Eu espero por você!

Abraços.

 

 

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